terça-feira, 30 de junho de 2009

Confira 10 passos para ter uma carreira sustentável

A sustentabilidade se transformou em uma meta para milhares de empresas. Afinal, unir em um sistema aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais com o intuito de garantir melhores condições no futuro é um objetivo a ser alcançado. Mas pensando na vida profissional, será que esse conceito também pode ser aplicado? E o que seria ter uma carreira sustentável?

Na opinião do diretor executivo do Grupo Soma, Arlindo Felipe Jr, o profissional que tem uma carreira sustentável é aquele realizado, ou seja, que atua naquilo que gosta.

Já para o presidente da Gutemberg Consultores, Gutemberg B. de Macedo, um profissional sustentável é aquele cuja carreira desperta interesse do mercado, que está sempre à frente.

O consultor sênior de Capital Humano da Mercer, Willian Bull, destaca ainda que, além dessas características, ter uma carreira sustentável é apresentar o resultado esperado para a sua posição de forma ética.

Como ter uma carreira sustentável?

Para alcançar uma carreira sustentável os três consultores indicaram 10 passos. Confira!
  1. Mapeamento das suas competências e vocação - "O profissional precisa planejar a sua carreira, destacando pontos em que ele pode melhorar e em que ele precisa potencializar", diz Felipe Jr. Por exemplo: se a pessoa quer se transformar em um chefe, de quais passos ela precisa? Quais serão as competências técnicas e comportamentais necessárias? "Além disso, uma vez por ano, o profissional precisa avaliar como está o seu desenvolvimento nesse planejamento de carreira estabelecido", completa;
  2. Buscar conhecimento - outro ponto fundamental para trilhar uma carreira sustentável, segundo Felipe Jr, é a busca por aprimoramento profissional. "A pessoa deve procurar ter conhecimentos técnicos e comportamentais, como aprender a trabalhar em equipe, desenvolver a liderança etc.";
  3. Potencial para crescer posições - "Ter capacidade para alcançar ou assumir novas responsabilidades, desafios", afirma Macedo;
  4. Habilidade política - "O profissional deve trabalhar a forma que ele irá tratar as pessoas que pensam diferente dele, de que maneira ele irá se relacionar com elas", ressalta Macedo;
  5. Alianças Estratégicas - Macedo destaca também que é importante o profissional construir uma rede de relacionamento sem interesse;
  6. Planos estratégicos compatíveis - o consultor alerta ainda que é fundamental que o plano estratégico de carreira do profissional seja compatível com o plano estratégico da organização na qual ele atua;
  7. Visão Oceânica - "O profissional precisa ter uma visão ampla do mercado de trabalho, da empresa na qual ele atua, das oportunidades que podem surgir para ele e das possíveis ameaças", lembra Macedo;
  8. Resultado - "A pessoa precisa avaliar qual é a sua capacidade de entregar o resultado esperado de acordo com a posição que ela ocupa na organização", acrescenta Bull;
  9. Compartilhar os sonhos de carreiras "Para se chegar mais rápido a um sonho, o profissional precisa de ajuda. Logo, contar para o líder seus projetos, pode ser uma boa saída", aconselha Bull;
  10. Feedbacks - "O profissional deve prestar atenção em todos os feedbacks que ele tiver para corrigir atitudes ruins ou negativas no seu comportamento, como a arrogância", conclui Bull.
Copiei daqui:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pesquisa mostra que o álcool é responsável por uma em cada 25 mortes no mundo.


aaaaaaaaaaall

O periódico britânico The Lancet acaba de publicar uma série de pesquisas que demonstra que o consumo de álcool é responsável por 4% das mortes ao redor do mundo, apesar de mais da metade da população ser abstêmia (45% dos homens e 66% das mulheres). Um dos estudos foi conduzido na Rússia e demonstra que, nesse país, o álcool é responsável por uma em cada duas mortes prematuras em adultos.

Dentre as mais de 200 doenças associadas ao álcool, as pesquisas demonstram que os acidentes, o câncer, as doenças cardiovasculares e a cirrose hepática são as que mais matam. Há alguns anos a ciência têm-nos mostrado alguns efeitos protetores do álcool em doses moderadas, especialmente no risco de doenças cardiovasculares e Doença de Alzheimer. Entretanto, atualmente reconhece-se que não existe dose livre de risco, e isso foi demonstrado em recente estudo envolvendo um milhão de mulheres: até mesmo uma dose diária de álcool aumenta o risco de alguns tipos de câncer.

A previsão é que o “problema álcool” venha a se agravar ao longo dos próximos anos, e o poder da indústria do álcool e suas ações de marketing agressivas têm uma significativa parcela de responsabilidade nesse cenário. Várias ações já foram comprovadas eficazes para redução do impacto do álcool sobre a saúde em países desenvolvidos: aumento do preço das bebidas alcoólicas, rigidez na penalidade para quem dirigir e beber, e limitação da publicidade e do número de locais de comercialização de bebidas. No Brasil, essas ações para a redução do consumo de álcool não são implantadas com facilidade pelo poder público, e um dos gargalos é o frequente financiamento de campanhas eleitorais de políticos brasileiros pela indústria de bebidas alcoólicas.

As evidências de que cigarro causa câncer já existiam desde a década de 1950, mas a indústria do tabaco conseguiu manter a publicidade do cigarro por muitas décadas a “plenos pulmões”. Também não faz muito tempo que o cigarro ainda era permitido nos ambientes de trabalho. Agora é a vez de lutar pela regulação do consumo de álcool em nosso meio, pois os números do custo do álcool à sociedade não são muito diferentes dos do cigarro. Vale conscientizar a população que o álcool não é problema só de quem bebe. Seu custo social é tão grande que nem se consegue medi-lo direito

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Primeiro ônibus brasileiro movido a hidrogênio

Olhando para a imagem do post, qualquer um diria que esse é um ônibus normal, não? Mas a verdade é que o veículo acima é uma das maiores promessas do país no setor de ecoeficiência. Se trata do primeiro protótipo brasileiro de ônibus movido a hidrogênio, idealizado pelo MME – Ministério das Minas e Energia.

Ao invés de barulho e poluição, o novo transporte público da cidade será silencioso e emitirá, apenas, vapor de água. Por enquanto, o único modelo existente no país passará por uma fase de teste, em julho, no corredor de ônibus paulista que vai de São Mateus, na Zona Leste, até o Jabaquara, na Zona Sul.

Se correr tudo bem durante o período de testes, a ideia é produzir mais cinco ônibus como esse na cidade de São Paulo – uma das mais poluídas do mundo – e, depois, expandir a novidade para o resto do Brasil e, também, para outros países.

A meta não é absurda: hoje, existem apenas quatro empresas no mundo inteiro capazes de produzir um ônibus com a tecnologia do hidrogênio e, dessas, o Brasil é o que tem o custo de produção mais barato.

A novidade é muito boa para o país, mas, como sempre, não dá para saber se tudo correrá conforme prometido pelos órgãos públicos. Uma coisa é fato: a iniciativa já começou na base da "enrolação". A inauguração do ônibus estava prevista para abril e, depois de vários adiamentos, foi marcada para julho.

E aí, você acredita na expansão do projeto?


Copiei daqui

Joinville mostra ao mundo que tem indicadores de saúde comparáveis aos de países ricos.


joinvill

Pesquisadores de Joinville acabam de ter dois de seus estudos publicados no prestigiado periódico britânico Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry mostrando que, num intervalo de dez anos, houve uma redução relativa de um terço na incidência e mortalidade por derrame cerebral e na sua taxa de fatalidade na cidade de Joinville-SC.

Os estudos liderados pelo professor Norberto Cabral receberam um editorial especial do periódico que literalmente aplaudiu os resultados e a metodologia empregada. O primeiro aplauso é por conta de terem demonstrado que intervenções para redução do “problema derrame cerebral” em países em desenvolvimento podem alcançar sucesso num período de tempo relativamente curto. Os estudos ganham ainda mais relevância pelo fato do derrame cerebral ser a principal causa de morte em nosso país e por serem raríssimos os estudos que tenham analisado a epidemiologia da doença em países em desenvolvimento.

Um segundo aplauso vai para o sistema de saúde de Joinville. A redução da incidência de derrame cerebral sugere que a população recebeu mais assistência primária e melhores ações preventivas: controle de pressão alta, diabetes colesterol, redução do tabagismo, etc. A redução da incidência na mortalidade reflete, em parte, um melhor atendimento em nível hospitalar. E nesse quesito, o sistema de saúde de Joinville é uma das referências nacionais no tratamento do derrame cerebral.

Os indicadores demonstrados por Joinville, cidade que detém o 13º maior índice de desenvolvimento humano do Brasil, são comparáveis aos de países de primeiro mundo. Que Joinville sirva de inspiração para tantos municípios brasileiros que poderiam estar fazendo muito mais pela saúde da população.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Impacto da mudança climática já é irreversível, admitem EUA

Após muito tempo sem postar aqui no blog, consegui um tempinho para postar essa matéria muito interessante que li no Folha Online, que mostra um belo avanço no pensamento da nova presidência dos EUA, que na gestão anterior contestavam o fato das alterações climáticas e se recusavam em ratificar o Protocolo de Kyoto.

Afinal já passou da hora do líder disparado em consumo tomar consciência, agora só falta agir, rsrs.

A Matéria:

da France Presse, em Washington

Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos nos Estados Unidos e este fenômeno pode ser irreversível, advertiu nesta terça-feira o governo do presidente Barack Obama, ao divulgar um relatório sobre o tema.

O aquecimento climático se traduz por uma elevação das temperaturas e do nível dos oceanos e pelo derretimento de geleiras e neves hibernais, destaca o documento elaborado pelo Programa de Pesquisa americano sobre o Aquecimento Climático, redigido por várias secretarias e a Casa Branca.

Se não houver modificação no consumo de energia, o aumento das temperaturas vai provocar ondas de calor mais frequentes, advertem os autores do estudo.

Os furacões, que se abatem regularmente sobre o sudeste, vão se tornar ainda mais devastadores na medida em que se reforçam, ao passar por oceanos com águas mais quentes.

As regiões que já constataram um aumento das precipitações vão, provavelmente, sofrer com mais chuva e neve no futuro, enquanto que as mais áridas, como as do sudoeste, deverão conhecer períodos de seca com mais frequência.

O aquecimento terá um impacto sobre a agricultura no Meio Oeste americano, considerado o "celeiro" do país. Vai também fazer aumentar a demanda por energia, através da utilização mais frequente dos sistemas de climatização, segundo o relatório.

"A mudança climática já está presente em seu quintal", resumiu Jerry Melillo, um dos autores do relatório, intitulado "Global Climate Change Impacts in the United States" ("Impactos da Mudança Climática Global nos EUA", em inglês).

Mesmo se forem tomadas rapidamente medidas de redução das emissões dos gases de efeito estufa, os estudiosos do aquecimento climático dizem que seu impacto já é irreversível. "Se diminuirmos as emissões, a mudança climática e suas consequências continuarão em parte a se fazer sentir, uma vez que esses gases já estão presentes na atmosfera", aponta o estudo.

Desde sua chegada à Casa Branca no dia 20 de Janeiro, Barack Obama reorientou totalmente a política dos Estados Unidos em relação à mudança climática. O antecessor George W. Bush, que contestava a própria existência do fenômeno, havia se recusado a ratificar o protocolo de Kyoto sobre a redução de emissões poluentes.

Um projeto sobre o assunto está em tramitação no Congresso americano, após ser aprovado por uma comissão, em 22 de maio. Deverá ainda ir à votação em plenário; volta-se para reduzir as emissões até 2020 num percentual de 17% em relação ao nível de 2005.

O governo americano deseja a aprovação deste projeto de lei antes do final de Julho, alguns meses antes da conferência internacional de Copenhague, em Dezembro, na qual deverá ser estabelecido um novo acordo que substituirá o de Kyoto.

Mas o setor de petróleo americano não se desarma: o presidente do grupo ConocoPhillips advertiu nesta terça-feira que os esforços do governo americano para lutar contra o aquecimento climático poderiam dar lugar a uma crise no setor ainda mais grave que a do passado.

(título desconhecido)

O ranking dos maiores prédios do mundo
As duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, ocupavam o oitavo e o nono lugares no ranking dos maiores prédios do mundo. O WTC 1 media 417 metros e tinha 110 andares. O WTC 2 também tinha 110 andares mas era um pouquinho mais baixo: 415 metros. Ambas foram alvo de um ataque terrorista em 11 de setembro de 2001. Clique aqui e saiba mais.

Edifício Taipé 101
Localizado na capital de Taiwan, o prédio tem 508 metros de altura.

Petronas
As duas torres gêmeas medem 452 metros de altura e ficam em Kuala Lumpur, na Malásia.

Torre Sears
O prédio fica em Chicago, nos Estados Unidos. Mede 442 metros de altura e tem 88 andares.

Torre Jin Mao
Com 421 metros de altura e 88 andares, o edifício fica em Xangai, na China.

Two International Finance Cetre
O prédio fica em Hong Kong, na China, e tem 415 metros de altura e 88 andares.

Citic Plaza
Os seus 391 metros de altura comportam 80 andares. A torre fica em Guangzhou, na China.

Shun Hing Square
Está em Shenzhen, na China. Possui 384 metros, nos quais estão distribuídos 69 andares.

Empire State Building
O edifício está em Nova York, nos Estados Unidos. Mede 381 metros de altura e tem 103 andares.

Central Plaza
Localizado em Hong Kong, na China, o prédio mede 374 metros de altura e tem 78 andares.

Banco da China
Construído em Hong Kong, o edifício tem 369 metros de altura e 70 andares

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ensino Superior

A Marca do Ensino Superior (Especial Educação e Especial Consumo)
do administracao-de-empresas « WordPress.com Tag Feed de debatepronto

Não sei o que vale mais a pena comentar. Por um lado, um fantástico caso de marketing. Por outro, o exemplo do comércio que virou o ensino superior.

Faça a sua escolha e boa leitura!

Daniel Pinheiro

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A marca que nasceu de uma estrada

Como o grupo educacional Anhanguera conseguiu criar uma das 40 marcas mais valiosas do Brasil a partir de uma pequena rede de faculdades no interior de São Paulo

Por Mariana Barboza

Revista EXAME

Há apenas seis anos, os professores universitários Antonio Carbonari Netto, Maria Elisa Carbonari e José Luis Poli eram os desconhecidos donos de uma desconhecida rede de faculdades espalhadas pelo interior de São Paulo. Sob o comando do trio estavam 8 000 alunos, dispersos por uma região que ia de Jundiaí a Pirassununga. Conforme novos alunos chegavam aos milhares, vindos principalmente da emergente classe C, ficou claro para Carbonari Netto e seus sócios que aquele poderia ser um negócio maior. E que, para crescer, ele precisaria de uma identidade única – uma marca. A escolha do nome que, mais tarde, batizaria a maior rede de universidades privadas do país não seguiu nenhum manual. A marca Anhanguera – uma palavra tupi-guarani, comprida, impronunciável fora do Brasil e sem nenhum vínculo com o conceito de educação – foi adotada porque a maior parte das faculdades do grupo estava localizada próxima à rodovia que corta o interior paulista.

Um fracasso do ponto de vista dos manuais de marketing. Um sucesso na vida real. Nesse curto período de seis anos, a Anhanguera tornou-se a 37a marca mais valiosa do país, segundo um levantamento da consultoria Brand Analytics. Seu valor estimado é 193 milhões de reais. “Os executivos da Anhanguera conseguiram construir uma boa imagem a partir de um modelo de negócios rigorosamente focado na formação profissional de jovens das classes C e D”, diz Eduardo Tomiya, sócio da Brand Analytics e responsável pela avaliação da marca. “É um caso raro no setor de educação no Brasil.”

Há uma boa explicação para a inexistência de muitas marcas fortes na educação superior privada: esse é um setor que, por décadas, ficou praticamente adormecido do ponto de vista dos negócios. A formação de grandes redes profissionalizadas – algumas com ações negociadas em bolsa – é um fenômeno dos últimos anos e está diretamente ligada ao surgimento de uma nova classe média e ao interesse de investidores no setor de educação. Antes de ser uma marca de prestígio, a Anhanguera se transformou num grande negócio. Hoje, a rede tem 250000 alunos de formação superior, distribuídos por 53 campi e 38 cidades de oito estados. (A segunda maior rede do país é a Estácio, no Rio de Janeiro, com 211000 alunos, que agora começa a executar uma estratégia de fortalecimento de sua marca.) Em 2003, recebeu seu primeiro aporte de investidores, entre eles o Pátria, um dos maiores gestores de recursos do país. Quatro anos depois, tornou-se o primeiro grupo educacional a abrir o capital em meio à onda de IPOs que agitaram o ambiente de negócios brasileiro. Na operação, a Anhanguera levantou 360 milhões de reais. Uma segunda oferta pública, em abril do ano passado, levantou mais 500 milhões de reais. Com as sucessivas injeções de recursos, a rede tem crescido de forma vertiginosa por meio de aquisições – apenas em 2008 foram 13 compras, no valor total de 299 milhões de reais. Todas as instituições compradas adotam o nome Anhanguera. O processo de troca pode levar de seis a 24 meses, dependendo da força da marca adquirida. O grupo tem ainda centenas de núcleos profissionalizantes e de ensino a distância em todos os estados brasileiros. No ano passado, seu faturamento bruto foi de 905 milhões de reais.

É improvável que um negócio com essa proporção, voltado para um novo tipo de consumidor, continuasse a ter um crescimento sustentável sem o pilar de uma marca forte. No último vestibular, 56000 novos alunos entraram na Anhanguera. Para atraí-los, ou simplesmente para que eles se lembrassem da rede na hora do vestibular, apenas no primeiro trimestre deste ano a Anhanguera Educacional investiu 16,5 milhões de reais em ações de marketing. Esse valor é quase o dobro do investimento realizado no mesmo período do ano passado. “Reputação e boa imagem são as raízes do nosso negócio”, diz Antonio Costa, diretor de operações comerciais do grupo. “Quando um estudante nos procura, ele está atrás de uma faculdade capaz de lhe oferecer um diploma com reconhecimento em qualquer lugar do país.”

A Anhanguera não nasceu e cresceu para formar ph.Ds. – embora não seja impossível que isso aconteça. Seu foco é oferecer cursos que qualifiquem jovens para disputar vagas no mercado de trabalho – não importa se eles estudam direito, administração de empresas ou psicologia. A ideia é que os alunos – a maioria já empregada em funções pouco qualificadas – usem o diploma para ascender na escala social. Cerca de 10% dos estudantes da Anhanguera se beneficiam do ProUni, programa de bolsas do governo federal para universitários. “Nossa proposta é atender esses jovens, assim como fazem as empresas de telefonia celular, de eletrodomésticos e imobiliárias”, diz Costa.

A rede apoiou sua estratégia de marketing em dois pilares. O primeiro é uma poderosa comunicação institucional, cujo objetivo é mostrar que a Anhanguera existe e criar um conceito ao redor do nome. No ano passado, o grupo contratou a apresentadora Ana Hickmann como garota-propaganda de comerciais de TV, anúncios em revista e outdoor. As campanhas são veiculadas nas cidades onde a Anhanguera mantém seus campi universitários. Recursos da internet, como Twitter e blogs, têm sido utilizados para uma aproximação com os atuais e os potenciais alunos. “Cem por cento do nosso público navega e resolve parte da vida pela internet, o que torna obrigatória nossa presença online”, diz Costa. “E não fazemos isso porque é moderno, mas sim porque é barato e eficaz.” Cada uma das unidades pode investir em ações menores, como patrocínio de eventos locais e torneios esportivos – mas, mesmo nesses casos, há um padrão mínimo a ser seguido.

Construir uma marca no setor de educação segue uma dinâmica ligeiramente diferente da utilizada para forjar a identidade de uma companhia telefônica ou de pares de tênis. Assim como a saúde, a educação não é – e talvez não possa ser – encarada como um produto como outro qualquer. E talvez exatamente por isso no Brasil as universidades privadas ganharam o estigma de qualidade inferior. “Mais importante do que esse tipo de discussão é saber qual é o objetivo da instituição e se ela é bem gerida para alcançar esse objetivo”, diz o economista Cláudio de Moura e Castro, especialista na área de educação. “Se a proposta é ter uma universidade para as classes C e D, cobrando mensalidades relativamente baixas, é óbvio que não se terá um ensino da mesma qualidade que um Ibmec ou uma FGV.” E isso não é necessariamente ruim. “O aluno quer estudar na Anhanguera porque encara o curso como uma chance de ascensão profissional”, diz o analista Daniel Gewher, especialista no mercado de educação do banco Santander. Uma pesquisa com ex-alunos realizada pela área de marketing do grupo aponta que 67% deles relatam que tiveram um aumento salarial durante ou após a conclusão do curso. No total, 79% dos jovens que cursaram a Anhanguera consideram que a formação recebida, de uma forma ou de outra, ampliou suas perspectivas profissionais. É provável que não existam argumentos mais poderosos para uma empresa que pretenda construir uma marca voltada para a nova classe média brasileira.