quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pesquisa ajuda a explicar o que acontece no cérebro das mulheres na menopausa.


menopause

Apesar de 60% das mulheres apresentarem queixas de memória na fase de transição para a menopausa, poucas pesquisas foram feitas para entender o que realmente ocorre com o cérebro das mulheres nessa fase da vida. Um estudo recém-publicao pelo periódico científico Neurology revela que mulheres na fase de transição para a menopausa apresentam uma menor velocidade de processamento cognitivo e menor desempenho da memória verbal.

O estudo acompanhou mais de duas mil mulheres com idades entre 49 e 61 anos e com exames seriados ao longo de quatro anos. A boa notícia é que esses efeitos parecem ser limitados, já que as mulheres voltaram a apresentar o mesmo desempenho cognitivo que tinham no período pré-menopausa após ultrapassarem o período de transição. Além disso, as mulheres que receberam reposição hormonal antes do término da menstruação foram beneficiadas do ponto de vista cognitivo. Em contraste, a reposição hormonal iniciada após o término da menstruação promoveu piora nos testes cognitivos.

Uma forma de explicar as freqüentes queixas de memória na transição da menopausa é que a redução ou flutuação dos níveis do hormônio estrogênio podem dificultar o pleno funcionamento cerebral. Já foi bem demonstrado que algumas áreas cerebrais são ricas em receptores de estrogênio, regiões que são fortemente vinculadas à memória, como é o caso do hipocampo e o córtex pré-frontal. Além disso, estudos experimentais revelam que o estrogênio é capaz de elevar os níveis de neurotransmissores e também promovem o crescimento neuronal e formação de conexão entre os neurônios. O presente estudo sugere que a reposição de estrogênio pode ser benéfica ao desempenho cerebral na fase de transição da menopausa e que esse efeito positivo parece não ser sustentado após o período de transição. Essa é mais uma evidência de que os benefícios do uso prolongado de reposição hormonal não consegue superar os riscos

domingo, 7 de junho de 2009

Nazismo – Totalitarismo, Ideologia, Características

Características e Ideologia do Nazismo
Nazismo – Totalitarismo, Ideologia, Características
Símbolo do Nazismo

O Nazismo é um regime totalitário de extrema direita. O livro Minha Luta (Mein Kampf) escrito por Adolf Hitler possui a essência da ideologia nazista.

Características do Nazismo

· Totalitarismo – estado de forte direita

· Antiliberalismo – censura por parte do governo, regulamentação da economia pelo estado, limitação da liberdade individual etc.

· Militarismo – preparação militar do país para a Segunda Guerra Mundial.

· Anticomunismo – forte perseguição aos comunistas, além de profunda ligação com grupos capitalistas.

· Nacionalismo – desenvolvimento não tão ligado ao capital estrangeiro, propaganda patriótica etc.

· Racismo – pregava a supremacia da raça ariana e perseguia as raças chamadas de inferiores: negros e judeus. Os judeus também eram perseguidos devido ao exagerado nacionalismo econômico.

A maior manifestação do Nazismo foi durante a Segunda Guerra Mundial na Alemanha. Desde então, o Nazismo perdeu força e o que resta atualmente são pequenos grupos em vários países, que geralmente são reprimidos pelas autoridades locais

Primeira Guerra Mundial

Primeira Guerra Mundial – Resumo, Consequências, Tratado

Resumo da Primeira Guerra Mundial. Consequências, Tratado de Versalhes e Alianças.

Resumo da Primeira Guerra Mundial. Consequências, Tratado e países.

No começo do século XX, havia enorme tensão e rivalidade entre as grandes potências européias, como França, Inglaterra e Alemanha. Isso resultava em uma disputa por mercados e territórios em vários lugares do mundo.

Antes de 1914 teve origem a chamada paz armada: como o clima era tenso, as potências deram início a uma corrida armamentista prevendo uma guerra.

Além da corrida armamentista, alguns países também deram início a formação de alianças militares. A Europa, em 1907, ficou dividida em dois grandes blocos:

* Tríplice Aliança - formada em 1882, era composta inicialmente pela Áustria, Alemanha e Itália.

* Tríplice Entente - formada em 1907, como uma forma de resposta a Tríplice Aliança, era composta inicialmente pela Rússia, Inglaterra e França.

Em 1915 a Itália passou para a Tríplice Entente devido a uma rivalidade particular em torno das Províncias Irredentas, em que a maioria da população era italiana, mas pertencia a Áustria.

Momentos de crise

Duas grandes crises contribuíram para o acirramento das rivalidades internacionais:

Crise balcânica: No ano de 1908, a Áustria anexou a Bósnia-Herzegovina, o que contrariava os interesses da Sérvia que era apoiada pela Rússia. A Sérvia pretendia incorporar aquelas regiões e criar a Grande Sérvia. Os movimentos nacionalistas reagiram violentamente contra a anexação da Bósnia-Herzegovina. Havia um choque entre o nacionalismo da Sérvia com o expansionismo da Áustria (aliada da Alemanha).

Crise de Marrocos: Entre 1905 e 1911, a França e a Alemanha quase entraram em guerra pelo controle de Marrocos. Para evitar uma possível guerra, a França cedeu aos alemães parte do Congo Francês em troca da posse de Marrocos.

Início da Primeira Guerra Mundial

O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, e de sua esposa, na cidade de Sarajevo (Bósnia), em 1914 é considerado a causa imediata do início da Primeira Guerra Mundial. O assassino pertencia a uma organização secreta nacionalista da Sérvia, denominada Mão Negra, e que inclusive contava com o apoio do governo sérvio. A Áustria sabendo de tal apoio reagiu militarmente contra a Sérvia. Devido à política de alianças, outros países entraram na guerra.

Veja como ocorreu a sucessão de acontecimentos:

· 28 de julho: Áustria declara guerra à Sérvia

· 29 de julho: Devido a aliança com a Sérvia, a Rússia entra na guerra contra a Áustria e Alemanha.

· 1° de agosto: Alemanha declara guerra à Rússia, e posteriormente, à França.

· 4 de agosto: Com o intuito de atingir a França, os exércitos alemão e austríaco invadiram a Bélgica, que até então estava neutra no conflito.

· 5 de agosto: A invasão da Bélgica foi o pretexto para a Inglaterra entrar no conflito. Com a entrada das colônias britânicas, a guerra deixa de ser apenas européia, e se torna mundial.

Ainda em 1914, os japoneses declaram guerra aos alemães, pois tem interesse em territórios da Alemanha na China. A Turquia, devido aos ressentimentos com a Sérvia, entra na guerra ao lado da Tríplice Aliança. Nenhuma nação teve vitórias significativas sobre as outras em 1914. Houve um equilíbrio entre forças.

Já entre 1915 – 1917, a intensa movimentação de tropas deu lugar a uma guerra de trincheiras, onde cada lado visava garantir suas posições, evitando aproximações do rival.

Durante 1917 – 1918 houve a entrada de outros países no conflito. A marinha alemã afundou navios de nações que eram vistas como neutras, alegando que transportavam alimentos para os rivais. Esse foi o caso dos Estados Unidos, Panamá, Brasil, dentre outros. Houve dois destaques nessa fase: a entrada dos Estados Unidos na guerra e a saída dos exércitos da Rússia.

O fim da Primeira Guerra Mundial

O apoio fornecido pelos Estados Unidos aos seus aliados foi extremamente importante para a vitória da Entente e de seus aliados. Os recursos da Tríplice Aliança eram muito inferiores aos da Entente. No começo de 1918, as tropas da Alemanha ficaram isoladas e sem condição de sustentar o combate. No dia 11 de Novembro do mesmo ano, o governo alemão assinou um acordo de paz (armistício) em situação bastante desfavorável. Por exemplo, a Alemanha aceitava retirar todas as suas tropas de todos os territórios ocupados durante a guerra, devolver aos rivais materiais de guerra pesados e submarinos apreendidos e pagar indenizações pelos territórios ocupados.

O clima de patriotismo eufórico se tornou, em 1918, um clima generalizado de profunda desolação e desesperança.

Tratado de Versalhes

De todos os tratados impostos as nações derrotadas, o mais se destaca é o de Versalhes, que determina uma série de atrocidades a Alemanha. De acordo com o Tratado de Versalhes:

- A Alemanha é o único país responsável guerra.

- Perde as suas colônias para Inglaterra, França e Japão.

- Entrega todas as suas armas de guerra, de terra, mar e ar.

- Fica proibida de ter marinha ou aeronáutica. Sendo permitido apenas um pequeno exército constituído por voluntários.

- Paga uma indenização de aproximadamente 33 bilhões de dólares em dinheiro aos países vencedores.

Os alemães achavam as condições impostas pelo tratado injustas, humilhantes e vingativas. Anos mais tarde, essas imposições motivariam a volta do nacionalismo alemão

Estados Unidos

Leis curiosas dos Estados Unidos


* É crime chutar uma mula.
* Em Phoenix, os homens devem usar calças quando entram na cidade.

Flórida

* Os policiais são proibidos de fofocar em horário de serviço em Key West.

Geórgia

* É proibido dar uma tapinhas amigável nas costas dos outros.
* Em Atlanta, não é permitido que pessoas fedidas andem de bonde.
* É preciso uma ótima desculpa para um homem abraçar uma mulher em Macon.

Minnesota

* É proibido pendurar roupas íntimas de homens e mulheres no mesmo cabide.

Missouri

* Em Saco, chapéus que podem causar sustos são proibidos.
* As mulheres que participam de júris na cidade de Mexico não podem tricotar durante a audiência.

Nebraska

* Uma lei permite que pais deixem seus filhos em hospitais e estações de polícia sem serem processados por abandono de menores. Criada em julho de 2008 para tentar diminuir o número de menores abandonados em locais perigosos, a lei estabelecia que filhos de até 18 anos poderiam ser abandonados sem problemas legais para os pais. Três meses (e 18 crianças de 22 meses a 17 anos) depois, a lei foi modificada: a partir dessa data, apenas bebês de até 3 dias podem ser abandonados.

Copiei daqui:

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lula

Oposição, “ricos”, pobres e Lula
do Blog do Favre » Blog do Favre - Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento de Luis Favre




Prestígio da gestão Lula entre eleitores de maior renda cai desde o final de 2008, mas é recorde entre os mais pobres

UM NÚMERO curioso da pesquisa Datafolha publicada domingo é o aumento da discrepância de opinião entre as pessoas de maior e menor renda (aqueles com renda familiar inferior a dois salários mínimos e superior a dez mínimos). Não que exista alguma categoria do Datafolha em que o governo Lula apareça “mal na foto”. O governo é ótimo/bom para 51% dos entrevistados de famílias com renda superior a dez mínimos, os menos satisfeitos com a gestão luliana. Nos anos FHC, as melhores avaliações do governo andavam por esse patamar. Entre os entrevistados de famílias com renda de até cinco mínimos, a aprovação está em 71%.
Mas a satisfação dos mais pobres cresce; a daqueles com renda maior cai desde novembro de 2008, quando o prestígio do governo era recorde. Se a distinção dos entrevistados é feita por anos de estudo, tal fenômeno não se repete, embora o prestígio do governo cresça mais entre os que estudaram até o ensino médio.
Houve mais desemprego na indústria e em empresas exportadoras, que costumam pagar mais. Porém, tais dados são muito imprecisos. De resto, nem sempre a insatisfação econômica é associada direta e absolutamente à economia.
A discrepância de opinião associada à renda já foi muito maior nos anos Lula. Mais “ricos” e mais pobres tiveram opinião bem parecida sobre o governo em 2003 (ano econômico muito ruim), 2004 (ano de recuperação) e na segunda metade de 2008, ano de muito bom crescimento econômico e auge dos benefícios sociais lulianos.
A divergência entre mais “ricos” e mais pobres deu um salto no mensalão e foi ao auge em 2006, ano de eleição. Desde 1989, pelo menos, a eleição de 2006 (Lula versus Geraldo Alckmin, do PSDB) foi a mais polarizada em termos “sociais” ou, ao menos, o voto estava muito associado à renda do eleitor e aos índices de qualidade de vida da região do voto.
Considere-se um “índice de aprovação” do governo (porcentagem de ótimo/bom menos porcentagem de ruim/péssimo). A diferença de aprovação entre mais “ricos” e mais pobres andou em torno de 40 pontos em 2006. Em 2005, ficou em torno de 26 pontos. Em 2003, andava em torno de 7 pontos. No pico da popularidade do governo Lula, em novembro de 2008, em 13 pontos; agora, em maio de 2009, a diferença subiu um tanto, para 20 pontos.
2005 foi o ano do mensalão; 2006, de eleição. Os dois anos foram de mediocridade econômica e desemprego resistente. 2005 foi o ano em que a popularidade do governo foi ao fundo, com 28% de ótimo/bom no conjunto da população (e a 18% entre entrevistados com renda familiar superior a dez mínimos).
Os dados mais gerais sobre prestígio do governo e economia não sugerem, pois, associações simples; tampouco explicam a insatisfação relativamente mais alta entre os “mais ricos”. Enfim, mesmo que, até agora, o impacto social da crise tenha sido pequeno, o prestígio do governo mal foi arranhado durante um mergulho para a recessão; logo voltou ao recorde. Embora também de modo nada peremptório, os números indicam que a política, sim, pode morder pontos do prestígio luliano. Mas política significa conflito, oposição. Oposição, porém, não há

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Greenpeace

Greenpeace liga empresas à destruição da Amazônia

De acordo com o Greenpeace, investigações de três anos sobre a indústria da pecuária brasileira revelaram que marcas de fama mundial como Nike, Adidas, BMW, Gucci, Timberland, Honda, Wal Mart e Carrefour impulsionam, involuntariamente, o desmatamento da Amazônia. Segundo a ONG ambientalista, a pecuária brasileira é hoje o maior vetor de desmatamento no mundo e a principal fonte de emissões de gases do efeito-estufa do Brasil. O estudo revela também que, nessa missão de devastação, a pecuária conta com um sócio inusitado, que tem entre suas atribuições zelar pela conservação da floresta amazônica: o Estado brasileiro.

No governo Lula, o Estado, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), transformou-se em sócio e investidor de frigoríficos que, segundo a investigação do Greenpeace, compram sua matéria prima de fazendas que desmatam ilegalmente, põem seus bois para pastar em áreas protegidas e terras públicas e utilizam mão de obra escrava. Para fazer download do relatório do Greenpeace, clique aqui.

Em outubro do ano passado, a Repórter Brasil e a Papel Social lançaram o estudo Conexões Sustentáveis - Quem se beneficia com a destruição da floresta, mostrando como mercadorias produzidas através de desmatamento ilegal, crimes ambientais, trabalho escravo e ataques a comunidades tradicionais chegavam à cidade de São Paulo e eram exportadas. O estudo mostra como grandes empresas, como frigoríficos, tradings, siderúrgicas, montadoras de carros, supermercados, madeireiras, construtoras lucram direta ou indiretamente com esse processo.

Grilagem de terras, corte ilegal de madeira, avanço de pastagens, monocultura agrícola e mineração predatória são os principais combustíveis da devastação da Amazônia. Em nome de um suposto progresso econômico e da geração de empregos, a floresta vem abaixo, quase sempre sem levar em conta as questões ambientais e a responsabilidade social. O manejo sustentável é uma exceção e o exemplo clássico é a madeira: ao menos 80% das árvores são derrubadas de forma predatória.

Povos indígenas, comunidades tradicionais e pequenos agricultores estão no topo da lista dos que saem perdendo. No entanto, essa relação é ainda mais longa, uma vez que não só o Brasil, mas o planeta inteiro é afetado pela exploração inconseqüente dos recursos naturais, já que a floresta em pé é decisiva para a manutenção da qualidade de vida de milhões de pessoas. Entre outras funções vitais, ela regula o regime de chuvas e a temperatura média de uma extensa área do país.

A destruição da Amazônia tem uma forte relação com a economia de mercado. Na ponta da cadeia produtiva, diversos atores se beneficiam. Madeireiras, frigoríficos e agroindústrias estão diretamente ligadas ao problema, pois compram de fornecedores que estão na linha de frente do desmatamento. Posteriormente, distribuem produtos industrializados para uma ampla rede de compradores. O resultado final chega à casa de todos. Supermercados vendem carne produzida por frigoríficos que, por sua vez, compraram gado de fazendeiros que cometeram crimes ambientais e trabalhistas. Prédios são construídos com madeira oriunda de produtores que já foram flagrados destruindo a floresta.

Multinacionais que vendem produtos de madeira certificada, e que se dizem preocupadas com o aquecimento global, podem adquirir matéria-prima de uma madeireira multada nove vezes nos últimos quatro anos por desrespeitar a legislação ambiental? Supermercados podem comercializar carne comprada de um frigorífico que abate gado oriundo de produtores flagrados por desmatamento ilícito e trabalho escravo? Restaurantes podem vender hambúrgueres de produtores do bioma amazônico quando seus documentos de responsabilidade social avisam o consumidor de que isso não acontece? O poder público pode realizar obras de infra-estrutura com madeira comprada de uma empresa que se relaciona com madeireiras que atuam em áreas embargadas e são acusadas de crimes ambientais?

Tais perguntas precisam de respostas imediatas. A responsabilidade social empresarial deve ser exercida em sua plenitude e não apenas em ações de marketing social ou de filantropia. O consumidor precisa urgentemente ser educado e se educar para não comprar, sob nenhuma condição, produtos que tenham crimes ambientais e trabalhistas em sua cadeia de produção. O poder judiciário deve se agilizar e fazer o que for necessário para evitar que um processo por destruição ambiental ou por trabalho escravo se arraste por anos. Os agentes financiadores, públicos e privados, não podem mais injetar recursos em processos predatórios, seja através de compras públicas ou de financiamento à produção. O governo precisa tornar eficiente sua capacidade de fiscalização, educação e repressão às ações criminosas. E, principalmente, criar instrumentos de rastreamento de carne, soja, madeira para garantir que sociedade civil e setor empresarial possam desempenhar melhor sua parte.

O ato da compra é um ato político poderoso. Através dele damos um voto de confiança para a forma pela qual determinada mercadoria é produzida. Um exercício democrático que não é exercido apenas a cada quatro anos, mas no nosso dia-a-dia. E que pode ditar o destino da maior floresta tropical do mundo e de sua gente. Ou seja, também cabe a cada um de nós, decidir o futuro da Amazônia.

Copiei daqui:

Adolescentes

Pesquisa revela que os adolescentes estão usando mal seus aparelhos de MP3.


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Uma pesquisa recém-publicada pelo periódico científico Pediatrics, jornal oficial da Academia Americana de Pediatria, revela que os adolescentes estão usando seus aparelhos de MP3 de forma nada segura. Cerca de 1400 adolescentes holandeses com idades entre 12 e 19 anos, e de 15 diferentes escolas, responderam a um questionário sobre seus hábitos de uso de MP3 portátil. Os resultados evidenciaram que 90% deles tinha o hábito de ouvir música com esses tipos de aparelho, 33% com uso freqüente (> 1 hora por dia), 48% com volume alto, e apenas 7% usava funções do aparelho para limitação de volume. O tempo de uso por si só não representa problema ao aparelho auditivo, mas o estudo mostrou que aqueles que usavam o MP3 com maior freqüência tinham uma chance 4 vezes maior de usá-lo com volume alto.

Várias pesquisas têm revelado o crescente número de adolescentes com problemas auditivos, e o hábito de ouvir música alta é de longe o maior responsável por isso. A grande febre dos MP3 portáteis aumentou drasticamente a exposição dos jovens a ruídos de alta intensidade, especialmente porque os aparelhos modernos são capazes de oferecer som de alta intensidade sem distorção. É sabido também que além de limitar o tempo de uso e volume do som, campanhas de conscientização dos riscos associados ao uso desses aparelhinhos podem prevenir o risco de danos no aparelho auditivo.

No presente estudo, apenas 18% dos adolescentes respondeu ter recebido informações de forma frequente sobre os riscos de se ouvir música alta. À medida que os MP3 portáteis chegam cada vez mais cedo às mãos e ouvidos das crianças, é recomendável que campanhas de conscientização já sejam implantadas enquanto elas ainda estão no ensino fundamental. Pais, professores, profissionais da saúde, todos têm importante papel nesse desafio.

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